Segundo relatório de ações desenvolvidas de 01/4/2021 a 31/7/2021 - Período de Pandemia

No mês seguinte ao último relato, as aulas nas escolas permaneceram suspensas e, consequentemente, nossas atividades presenciais. Os educadores seguiram elaborando seus planejamentos e enviando atividades online. As crianças e adolescentes continuaram dando retornos através de áudio, mensagens de texto, produções gráficas e, até mesmo, produção de vídeos. Nesta ocasião, pela frequência com que contatamos as escolas e acompanhamos as crianças e adolescentes que temos em comum, já tínhamos uma percepção dos prejuízos pedagógicos e emocionais e entendemos como urgente uma nova composição em nossas propostas, ainda que por um período. Sendo assim, iniciamos as atividades presenciais no dia 17/5, mantendo as oficinas e intensificando as ações pedagógicas. A parceria com as escolas também facilitou nosso acesso ao material utilizado por elas, o que garantiu uma conexão entre os conteúdos desenvolvidos. Assim seguimos, e ainda que no sistema de rodízio das escolas e grande heterogeneidade na mesma faixa etária, as estratégias e os métodos de trabalho utilizados têm promovido resultados bastante satisfatórios em relação às perdas de aprendizagens e alterações comportamentais. Neste cenário, encontra-se o grupo com dificuldades mais acentuadas, com progressos mais lentos no aprendizado. Quanto a eles, nossa conduta foi a de contratarmos um psicopedagogo que pudesse avalia-los e atendê-los na própria Organização. Em relação aos que demonstram prejuízos emocionais mais evidentes, encaminhamos para voluntários especialistas na área de psicologia. 22% das famílias relatam alterações de comportamento em seus filhos durante a Pandemia e 46% mudanças positivas depois que retornaram às atividades da Organização, como: mais felizes, menos ansiosos, mais participativos, mais alegres. Continuamos disponibilizando tabletes para os que apresentam dificuldade para acompanhar o ensino remoto e identificando famílias que seguem enfrentando grandes necessidades. Para estas, continuamos ajudando com cestas básicas, cobertores e agasalhos. Atualmente, 58% relata diminuição da renda após o início da Pandemia. Nossa intenção é continuar colaborando enquanto for necessário e tivermos condição para isso, desde que não consigam por outros meios. Por tudo que temos vivido, reconhecemos o quanto este tempo de afastamento do ambiente escolar deixará marcas no desenvolvimento das crianças e adolescentes, intensificando questões antigas como distorção idade-série, o abandono e evasão, principalmente entre o público mais vulnerável, como o nosso. Mas também passamos a entender que alguns impactos podem ser oportunidades de crescimento e evolução, basta que saibamos trabalhar de maneira coordenada, colaborativa e inovadora.

Primeiro relatório de ações desenvolvidas de 4/01/2021 a 31/03/2021 - período de pandemia.

Começamos o ano na expectativa de termos logo a presença de nossos participantes. As atividades nas escolas estavam suspensas e aguardávamos o reinício das aulas. Os educadores iniciaram a elaboração de seus planejamentos na perspectiva de atendimento presencial e online, no formato híbrido. Aproveitamos este mês, como de costume, para levantarmos os itens, no núcleo, que necessitavam de manutenção, inclusive nos espaços destinados ao Programa de Educação Ambiental. Iniciamos o processo de rematrícula contatando as famílias e agendando a entrevista social. Ainda, neste mês, entramos em contato com as escolas solicitando o cronograma das aulas presenciais e envio da relação dos alunos, em rodízio, participantes da Crescer no Campo. No final de 2020, após participarmos do percurso formativo do Itaú Unicef, desenvolvemos propostas de intervenção fundamentados pelo desenvolvimento da Educação Integral e Institucional. A proposta de Educação Integral tem o objetivo de ampliarmos os espaços educativos e formativos de diálogo e fortalecimento de vínculos, que sejam acolhedores e inclusivos para crianças e adolescentes. Por este motivo, a equipe se sentiu motivada a pesquisar espaços em algumas comunidades que servissem para este propósito. Com o início das aulas nas escolas no dia oito de fevereiro, começamos a nos preparar para a retomada das atividades. Foi enviado o primeiro vídeo para os participantes, intitulado Voltamos.A intenção era organizar nossas turmas de acordo com a escola, já que os participantes saem direto após as aulas para o nosso núcleo. Elaboramos o Plano de retomada presencial dos participantes em consonância com o Plano de Enfrentamento da COVID19, do qual, também, fez partea adequação do transporte. Os planejamentos continuaram sendo desenvolvidos. O contato com parte das famílias foi presencial, ainda no processo de rematrícula. Com os participantes, que cobravam o retorno das atividades, acontecia através de mensagens. Apenas o curso de música teveinicio, com aulas síncronas por aplicativo, desde 2/2 às terças e quintas feiras, 3 h semanais num total de 24h durante este mês. O reinício de nossas atividades presenciais foi agendado para o dia 8/3, entretanto, não aconteceu pelo aumento da Pandemia. Durante o mês de março, duas ações importantes foram iniciadas, uma pesquisa para identificar crianças ou adolescentes que estivessem com dificuldades para acompanhar o ensino remoto e, a outra, para identificar famílias que estivessem passando maiores necessidades. Para os primeiros foram disponibilizados 26 equipamentos (tabletes), e, para as famílias, 11 cestas básicas, com alimentos e produtos de higiene e limpeza. Em relação aos vídeos, foram enviados 4. Durante este último mês, crianças e adolescentes se voltaram para o retorno aos vídeos, que têm, também, o objetivo de colocá-los em contato com diferentes formas de expressão da arte, possibilitando a ampliação cultural; o despertar da sensibilidade estética; a conscientização e a valorização do ser humano, capaz de criar e recriar, segundo suas habilidades e seu olhar de mundo; o desenvolvimento da criatividade e da solidariedade. Diante dos vídeos deste mês manifestaram se através de áudio, mensagens de texto e vídeos. Neste contexto, as crianças e adolescentes utilizam recursos da Tecnologia no conhecimento e exploração da arte.

Março - Iniciamos a entrega dos tablets para participantes que têm mais dificuldades para acompanhar o ensino remoto e, em relação às famílias, a doação de alimentos e produtos de higiene e limpeza para as que mais precisam.

JaneiroPara 2021, frente aos desafios da Pandemia, o Instituto CPFL estrategicamente decidiu manter a parceria com alguns Conselhos Municipais e as iniciativas apoiadas no ano de 2020. Assim, a Crescer no Campo recebeu novamente este apoio para o Programa Olho D´Água, de educação ambiental, por atender aos critérios designados pelo Instituto: o de termos conseguido manter, mesmo que parcialmente, o atendimento às nossas crianças e adolescentes e a Organização ter sido aprovada para acessar recursos do FMDCA.